Friday, 18 September 2026

NA TERRA PORTUGUESA DO TURISMO QUEM TEM OLHO É REI

 RETHINKING SUSTAINABLE GOALS
amílcar.  homem de negócios vários. negócios vários nascidos de biscates. biscates  vários  que, para dar, não podiam parar. amílcar  habituado ao trabalho incerto desde os tempos de gaiato. gaiato que ganhou calo com as apostas de rua. apostas feitas em cavalos vários. perdas várias. ganhos vários. lágrimas derramadas em lenços de bolso ultra suaves, marca pingo-doce. ganhos brindados em inglês  da  casa do vinho-do-porto  taylor's. em terra do turismo, quem tem olho é rei. amílcar, que deixou crescer o bigode para parecer dom duarte primeiro. ingleses agradados com réplica  do tratado de windsor que o amílcar vendia em papel amarelado, besuntado com claras de ovos. claras de ovos frescos de galinhas criadas ao ar livre da marca pingo-doce. vinho-do-porto da casa taylor's  derramado em lenços de bolso ultra suaves, quatro folhas da marca pingo-doce.  amílcar que lambia os lenços de papel  para provar que tinham vinho-do-porto taylor's. only one euro - gritava o amílcar, em inglês da casa taylor's. em terra do turismo quem tem olho é rei. ingleses que perguntavam coisas do brexit ao amílcar. coisas do brexit que o amílcar  anulava com o vinho do porto da casa taylor's. ingleses que compravam os lenços de bolso ultra suaves, quatro folhas, com perfume a vinho-do-porto da casa taylor's, por causa do tratado de windsor. bigode monárquico do amílcar, que se eriçava sempre que ouvia a palavra windsor. tratado de windsor que ganhava ao brexit. mérito que amílcar  não cobrava porque o fazia por amor à pátria. lenços de bolso ultra suaves, quatro folhas da marca pingo-doce, com perfume a vinho-do-porto da casa taylor's. vinho-do-porto da casa taylor's amadurecido em cascos de carvalho francês. em terra do turismo, quem tem olho é rei.


#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS4 + #ODS5 + #ODS6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 + #ODS13 + #ODS14 + #ODS15 + #ODS16 + #ODS17 PEDIMOS DESCULPA POR PORTUGAL SE TER TRANSFORMADO NA TERRA DO TURISMO ONDE O VINHO  "DO PORTO" FALA INGLÊS E QUEM TEM OLHO É REI.

ODS = Objetivo de Desenvolvimento Sustentável = SDG = Sustainable Development Goals (17Steps4Sustainability).



ABRACADABRA.BIGBANG. PRINCIPIA HUMANITATIS

Thursday, 17 September 2026

BRUCE LEE, KARL POPPER E A ARTE DE ENSINAR MELHOR HUMANIDADE | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS


time-reading-barometer | 2 minutes 12 seconds | 443  words | Edited 13.May.2025

17steps@principiahumanitatis.org

para a humanidade, o nome bruce-lee é associado às artes marciais — uma arte que a humanidade observa com interesse, porque a ensina a dobrar a mente à disciplina da sublimação do bem-pensar. da mesma forma, a humanidade  olha para karl-popper e associa-lhe a arte da filosofia —  arte que a humanidade observa  com interesse porque também a ensina a dobrar a mente à disciplina da sublimação do bem-pensar. tanto bruce-lee como karl-popper tomaram a   vida não com a necessidade de fazer-obra, mas com a missão de  transformar a vida em melhor-humanidade. sobre o processo da vida bruce-lee ensinava: “the truth is that life is an ever going process, ever renewing and it is just meant to be lived, but not lived for. It is something that can not be squeezed into a self constructed pattern - a game of rigid control and clever manipulation, instead to be what I term a quality human being one has to be transparent real and have the courage to be what he is”. [1]; sobre a vida karl popper ensinava: “all life is  problem solving ]. as artes marciais e as artes da filosofia aproximam-se na medida em que aplicam o esforço da concentração ao plano mental do mundo como forma de sublimar a matéria-primitiva e a transformar em integridade de matéria-sublimada.  a humanidade não se deve  deter pela aparente complexidade de lee nem de popper, mas render-se à  extraordinária evidência do seu poder de transformação. aquilo que distancia a humanidade  da arte de  karl-popper e da arte de bruce-lee é apenas o-esforço da concentração que popper e lee recusam  aplicar ao jogo da vida. karl-popper poderia com um golpe de palavras facilmente derrubar bruce-lee. bruce-lee poderia com um golpe de mãos   facilmente derrubar karl-popper. porém  nenhum deles escolheu impor o seu caminho. karl-popper afirmava: “posso estar enganado e tu certo, mas, pelo esforço, podemos aproximar-nos da verdade[3] . bruce-lee afirmava: “sê água, meu amigo, sê água”.  a arte de karl-popper e a arte bruce-lee nunca se tocaram pessoalmente, mas ainda hoje tocam a  alma da humanidade. 

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS4 + #ODS5 + #ODS6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #O DS17  OBRIGADA KARL POPPER E BRUCE LEE PELO LEGADO DA ARTE DO ENSINAR  MELHOR-HUMANIDADE.

[1] Bruce Lee podcast, #29 in my own process;
[2] "All life is problem Solving", Karl Popper, 1999; Routledge.
[3] Karl Popper, Introdução, O Mito do Contexto, Edições 70.

Monday, 14 September 2026

A NEOPLASIA MALIGNA PORTUGUESA | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading-barometer | 2 minutes 19  seconds | 301  words 

posição-tartaruga.  colocar a cabeça entre os braços.  braços a proteger a cabeça. airpods nos ouvidos.  twinkle, twinkle little star. how I wonder what you are. up above the world so high. like a diamond in the sky. posição-tartaruga de proteção que a isabel ensinou à ritinha. isabel que em miúda tinha sonhado  com casamento-de-princesa.  beijo de princesa que não conseguiu transformar  em príncipe o sapo. sapo que com bonitas promessas a tinha encantado. princesa transformada em rainha condenada à maldição do jogo do rei-manda. jogo do rei-manda que  a ritinha brincava na escola sem adivinhar o que significava. isabel  que  tinha de obedecer ao  rei-manda ou ele lhe dizia esconder  a ritinha para todo o sempre. o rei-manda com quem falar. o rei-manda o que vestir. o rei-manda quando falar. o rei-manda quando sair. o rei-manda o que pensar. o rei-manda. o rei-manda  um dia surpreendeu a isabel com a ritinha na padaria a comprar bolos. bolos que o rei-manda não tinha mandado comprar. isabel que escondeu os bolos no regaço. posição tartaruga de proteção. ritinha que colocou os airpods. twinkle twinkle little star.  how I wonder what you are.up above the world so high. like a diamond in the sky. o que escondes no teu regaço? - perguntou o rei-manda à isabel. isabel que se ajoelhou e respondeu: são rosas meu amor. rosas em janeiro?! - desconfiou o rei-manda. rosas que caíram do regaço da isabel.  milagre das rosas que voltou a acontecer em portugal. isabel que de olhos fechados esperou pela mão pesada da justiça do rei-manda. padeira de aljubarrota  que ao ver a-mão do rei-manda a tombar  sobre o corpo dobrado da isabel expulsou o rei-manda com a força da pá de ir ao forno. mulher-padeira de aljubarrota que voltou a defender portugal de quem lhe queria mal. mãe, já podes abrir os olhos... -  sussurrou  a ritinha ao ouvido da  mãe.  

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 PEDIMOS DESCULPA A TODAS AS MULHERES E CRIANÇAS QUE AINDA HOJE  SÃO VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM PORTUGAL  




Friday, 11 September 2026

AS ONDAS DE GENIALIDADE DO MAR DA NAZARÉ | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS




17Steps@principiahumanitatis.org

mariana. catorze anos. praia da nazaré. praia onde a mariana nasceu com os pés beijados pelo mar da nazaré. mar da nazaré que puxa pela vida. vida abençoada pelo sal do mar da nazaré. mar da nazaré que entregou jeitos ao cabelo da mariana. jeitos em feitio. feitio do mar da nazaré. feitio da mariana que enlouquecia a mãe. mãe que deu à luz a mariana nas águas da nazaré. águas que rebentaram em manhã de praia. manhã de praia de maré cheia. ondas de maré que trouxeram a mariana para terra  ao colo da mãe. leite de mãe temperado com o sal do mar da nazaré. mar da nazaré, quanto do teu sal são lágrimas da minha mãe? desassossego pessoano que vivia dentro da mariana. mariana filha do mar da nazaré . mariana que irritava as pessoas secas das terras de portugal. sedentários crónicos, juntando fragmentos.(1) - fausto para wagner. goethe que entendia a mariana. o génio é uma alquimia - pessoa para goethe. pérolas de genialidade. pérolas produzidas pelas ostras do mar frio da nazaré em contas de genialidade da  mariana. genialidade das ostras que transformavam a irritação da areia em jóias de grande valor. genialidade que a mariana tentava explicar às pessoas secas das terras de portugal. pessoas secas das terras de portugal que recusavam compreender o engenho do mar da nazaré. soprais uma chama sem cor nem alento (1) -  fausto para wagner. mariana que usava as falas do fausto de goethe para responder às pessoas secas das terras de portugal. mãe da mariana que recebia queixas da mariana vindas das pessoas secas das terras de portugal. queixas que magoavam o coração de mãe. coração de mãe que compreendia a genialidade da mariana porque o pai da mariana era o mar da nazaré. filha de peixe sabe nadar! - respondia a  mãe da mariana às pessoas secas das terras   de portugal. pessoas secas das terras de portugal que comiam o peixe do mar da nazaré com os pés tolhidos pela medrança da barriga cheia. pés pesados que fugiam com medo das ondas de genialidade do mar da nazaré. ondas de genialidade  do mar da nazaré que vinham em sete. sete eram as batidas do coração da mariana. sete eram as letras do nome da mariana. mariana que em sete anos completou as sete saias da nazaré. nunca lá chegarás se não o sentires, se do fundo da alma não brotar(1) - fausto para wagner. universidade findada. ondas do mar da nazaré que chegaram alto. mariana que decidiu levar a sabedoria do mar da nazaré para terras-de-goethe. terras-de-goethe que abriram oportunidades à genialidade das ondas do mar da nazaré. mariana que no adeus entregou à mãe o colar das vinte e uma contas feitas em pérolas de conhecimento do mar da nazaré. filha do mar da nazaré que partiu para terras-de-goethe. ondas do mar da nazaré que ainda hoje choram alto.

(1)   Johann W.Goethe, Fausto, Primeira Parte, Relógio d'Água.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17  PEDIMOS DESCULPA POR PORTUGAL DEIXAR FUGIR PARA LONGE AS ONDAS DE GENIALIDADE DO MAR DA NAZARÉ.

ABRACADABRA. BIGBANG. PRINCIPIA HUMANITATIS

Thursday, 10 September 2026

REPENSAR GUERNICA | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS


time-reading-barometer | 4 minutes 37 seconds | 599  words


17steps@principiahumanitatis.org

santiago tinha dez anos.  contrariado, o santiago observava uma pintura. estava de castigo dentro de um museu sentado à frente de uma pintura que classificava de muito-feia, durante o tempo que a mãe considerasse ser-o-tempo-necessário.  a pintura assustava-o. porém,  ainda o assustava mais o facto de  não poder sair dali  e de estar obrigado a compreender o  significado daquilo que observava.   porque é que não tenho uma mãe normal?perguntava o santiago dentro da sua cabeça. os castigos das mães dos seus amigos não eram nada assim. o santiago  preferia mil vezes ficar proibido de ver televisão ou de jogar, do que ficar ali sentado a olhar para aqueles  desenhos esquisitos que lhe metiam medo.  o santiago  não conseguia contrariar a vontade de bater no   irmão mais novo que o conseguia   irritar de todas as formas:  quando  lhe comia as bolachas todas. quando brincava com os seus brinquedos (sem lhe pedir autorização!).  e quando gozava com a cor laranja do seu cabelo. como é que a mãe não percebe que a culpa não é minha?! - concluía  o santiago injustiçado na certeza de que, apesar do-bater não ser a melhor solução, era a única forma que  conhecia de mostrar ao irmão quem era o-mais-forte. estava o santiago a debater-se com estes seus pensamentos quando lhe pareceu ver os desenhos a aumentarem de proporção, ao ponto de quase lhe tocarem. aquele homem caído no chão parecia estar-lhe a pedir ajuda.  a mãe com um bebé ao colo parecia dizer-lhe: basta de violência! aquele outro homem ajoelhado parecia  estar a perguntar-lhe qualquer coisa que ele não entendia. depois, o santiago sentiu-se incomodado pelos  olhos do touro,  porque lhe lembravam os-seus-olhos  quando perdia a noção de si e batia no  irmão.  eu tenho aquele  touro dentro de mim! gritou o santiago assustado ao mesmo tempo que olhava para todos os lados para se  assegurar de  que o touro não o reconhecia. a sua expressão de terror tinha sido tomada pela constatação de que ele próprio tinha aquela maldade dentro de si. o santiago levantou-se a correr para ler o que dizia a legenda da pintura: Guernica.  eu sei o que significa ser-Guernica e não gosto! - pensou o santiago em voz alta voltando a sentar-se e a olhar para a pintura, mas agora utilizava um olho de cada vez, não fosse enfurecer o touro. foi assim que reparou no cavalo ferido e na pomba branca que saía da boca do cavalo. o santiago tinha uma paixão assumida por cavalos. nas batalhas que inventava,  o cavalo   era sempre o seu melhor amigo. o que significará a pomba branca a sair da boca do cavalo, com uma lâmpada a iluminar-lhe a cabeça? - questionou o santiago. o santiago já com os dois olhos abertos, sentiu a proteção do cavalo e compreendeu que a-nuvem que girava por cima da cabeça do cavalo representava os-pensamentos-bons. o touro recusava olhar para o cavalo porque preferia a teimosia da violência à colaboração da paz. a melhor atitude estava na inteligência do cavalo - conluiu o santiago, de si para si. eu sabia!!! - gritou o santiago, certo de que se dentro de si escolhesse sempre os pensamentos-bons, o cavalo venceria sempre a maldade do touro . a mãe do santiago chegou. sentou-se ao lado do santiago. e perguntou ao santiago  quem ele era naquela pintura. o cavalo!  - respondeu  o santiago com toda a segurança. o santiago segurou a mão da mãe e prometeu para o resto da sua vida  nunca mais bater no irmão nem em mais ninguém. a mãe do santiago colocou um último olhar sobre Guernica e com um sorriso aberto no coração disse baixinho: obrigada, Picasso!

#ODS1+ #ODS2 + #ODS3 + #ODS4 + #ODS5 + #ODS6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 + #ODS13 + #ODS14 + #ODS15 + #ODS16 + #ODS17 OBRIGADA A TODAS AS MÃES  QUE, AO  EDUCAREM,  TRANSFORMAM O MUNDO NUM LUGAR MELHOR. 




Tuesday, 8 September 2026

ABENÇOADA A SORTE DE SER-MÃE DAS CRIANÇAS-MUNDO | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS


time-reading-barometer | 1 minutes 58 seconds | 396  words
17step@principiahumanitatis.org
conheci a carolina quando ela ainda não existia. na verdade emprestei-lhe a minha barriga-mundo. coisa que só fiz a seres  muito especiais como aos seus outros dois irmãos. barriga-mundo que enchi de água à temperatura certa. atei-lhe um cordão ao umbigo durante nove meses para que ela nunca se perdesse de mim. findos os nove meses a carolina rebentou as águas-mundo que a continham dentro de mim. a carolina saiu para o mundo quando  já conseguia respirar ar pelos pulmões do mundo. nos primeiros tempos-europa  a carolina chorava muito. acredito que acompanhava o-chorar do mundo. foram várias as vezes que ao observar o estado do mundo me arrependi de a ter deixado sair. aos três anos, quando aconteceu por obrigações profissionais ter de  a deixar sozinha pela primeira vez, a carolina pediu-me para lhe trazer uma nuvem. mandei o avião parar um instante-mundo só para lhe poder apanhar a nuvem mais macia. nuvem que lhe ofereci para que ela pudesse voar sempre alto. nuvem que lhe permitiu  ver coisas que ainda hoje não consigo ver no mundo. a carolina cresceu e ensinou-me tantas coisas. ensinou-me que o-nascer e o-morrer não são processos que se vivem em dias separados mas processos que se juntam todos os dias ao-acordar e ao-adormecer. a carolina ensinou-me que o budismo. o islamismo. o cristianismo. o judaísmo e o hinduísmo. não são ismos zangados. mas linguagens diferentes de entender a cultura-mundo. a carolina ensinou-me que uma canção não são ondas separadas: onda do clássico, onda do rock, onda do jazz,  onda do punk.... mas ondas de espírito que se completam no oceano das águas-humanidade. a carolina ensinou-me que as-ideias não tinham sido feitas para dividir-mundo mas para potenciar a qualidade da diversidade-humanidade. a carolina ensinou-me que não havia necessidade de  ser o número-um no mundo, mas de ser sempre melhor-mundo. a  carolina ensinou-me a não acreditar na força da gravidade dos outros,  mas a respeitar o-acreditar-dos-outros como se fosse o-meu-acreditar. a carolina ensinou-me que a-realidade-mundo não muda, mas que  a minha responsabilidade muda a-realidade no mundo. a carolina ensinou-me que a tecnologia não tinha sido feita para magoar o mundo, mas para entregar maior humanidade  e melhor abundância ao mundo. abençoada a sorte de ser mãe das crianças-mundo.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 OBRIGADA A TODAS AS CRIANÇAS POR ABENÇOAREM MELHOR-MUNDO.

#ODS: OBJECTIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Thursday, 3 September 2026

LUGAR NENHUM | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
time-reading-barometer | 1 minute 37 seconds | 210 words
17steps@principiahumanitatis.org

numa das ruas do centro de madrid parei e observei um casal de pesada idade. parei porque o tempo também parava para os observar. ele sentado apresentava-se numa cadeira de rodas. ela em pé apresentava-se atarefada com o cuidado de mulher que cozinha ao forno refeição. cuidado  que vivia no mapa das ruas de madrid  que ela conhecia como as linhas das suas mãos. mãos que no silêncio falavam das-linhas que tinham cozido o pacto do anel forjado em conto-maldição de tolkian. um anel que lhes governava a vontade. um anel que os encontrava. um anel que lhes prendia a vontade. um anel que na escuridão os aprisionava.  anel que nem sempre falava mas que sempre mandava. ela amparava-lhe as pernas inchadas e vermelhas, fartas de carregar o fardo de uma vida dedicada ao serviço  do anel. ele adormecia e caía naquele sono de quem já pouco distinguia o dia da noite. sono que o levava para aquele lugar-nenhum que ele tinha construído longe dela. ela queixava-se dos pés que já não cabiam nos sapatos de tanto andar. queixas que a levavam para aquele lugar-nenhum que ela também tinha construído ao longo da vida longe dele. sem ela, ele agora não tinha ninguém. sem ele, ela também não tinha ninguém. o medo da solidão assustava-os mais do que a sina da própria morte. iriam os dois alguma vez encontrar-se naquele lugar-nenhum que ambos tinham construído ao longo da vida? não, porque esse lugar-nenhum nunca existiu.


#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 PEDIMOS DESCULPA PELO PODER DO ANEL, FORJADO EM PACTO MALDIÇÃO, ESTAR A  CONDUZIR A UNIÃO EUROPEIA  A LUGAR NENHUM.

Saturday, 29 August 2026

O HOMEM SANTO | RETHINK SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS





17Steps@principiahumanitatis.org

um homem santo  decidiu descer das montanhas, onde tinha ficado durante muitos anos,  e visitar a aldeia que o tinha feito santo. ao chegar à aldeia, o homem santo  viu  uma mulher grávida e ajoelhou-se. colocou a mão na barriga-mundo da mulher grávida e, em reverência ao que sentiu, perguntou  o que significava para ela estar de esperanças. a mulher grávida respondeu que estar de esperanças era sentir o amor do coração humanidade a romper as  águas-mundo. o homem santo, num gesto de sublimado respeito, inclinou  a cabeça e deixou-se  abençoar pelas esperanças  que viviam no coração da barriga-mundo. o homem santo procurou comida numa pequena mercearia e perguntou ao dono da loja  qual era o  significado  do dinheiro . o dono da mercearia reconheceu o homem santo e ajoelhou-se aos seus pés  respondendo que o dinheiro na sua loja não contava porque a abundância vivia na qualidade de cada homem. o homem santo agradeceu  tão sábias palavras e abençoou a qualidade da abundância que este homem entregava ao mundo. pelo caminho o homem santo  encontrou um grupo de homens velhos a jogar às cartas e perguntou-lhes o que era a velhice. os homens velhos reconhecendo a santidade do homem ajoelharam-se e responderam que a velhice era saber ver as cartas-mundo. o homem santo ficou surpreendido com a força da inteligência demonstrada  e abençoou a certeza das cartas  que os homens velhos jogavam ao mundo. o homem santo continuou a caminhar e ao encontrar uma mulher com o coração-partido, perguntou-lhe o que era o amor. a mulher ajoelhou-se perante a presença do homem santo e respondeu que  o amor era fazer  crescer  flor em chão-coração-partido. o homem santo apanhou a flor que crescia ao lado da mulher  e abençoou as lágrimas  que faziam apagar o fogo-mundo. o homem santo  decidiu sentar-se a descansar quando  ao ver um homem que  carregava às costas um grande saco de pedras lhe perguntou o que era a força de um homem. o homem que carregava às costas um grande saco de pedras, ao reconhecer o homem santo, colocou o saco  no chão e respondeu que a força do homem era a leveza da paz  com que carregava  as pedras da vontade-mundo. o homem santo levantou-se e abençoou  as pedras que o homem carregava às costas. o homem santo decidiu procurar um abrigo para a noite fria que se aproximava, e ao ver uma porta aberta entrou. a família que habitava a casa estava a preparar o jantar, mas ao reconhecer a santidade do homem santo todos se ajoelharam em sinal de sentido respeito. o homem santo perguntou qual era o significado de família, ao que eles responderam que a família era o calor do forno que alimentava a luz da economia-mundo. o homem santo agradeceu a refeição quente e abençoou o brilho que esta família  entregava à economia da noite mundo. ainda o dia vestia escuridão quando decidiu o homem santo  regressar às montanhas.  o homem santo pelo caminho encontrou uma mulher doente que estava a ser transportada para o hospital. o homem santo pediu que parassem.  o homem santo  segurou a mão da mulher doente e perguntou-lhe o que era a doença. a mulher doente sentiu a presença do homem santo  e respondeu que a doença era a memória de dor que vinha para ser esclarecida. o homem santo beijou as mãos da mulher doente, abençoando o sentido da cura que  ela entregava às feridas do mundo. ao chegar  às montanhas, já era noite, e o homem santo, com alegria, viu  que o coração da sua aldeia iluminava o céu da noite.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17   OBRIGADA A TODO O HOMEM SANTO QUE, ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO, AJUDA A TORNAR A HUMANIDADE MELHOR. 

ODS: OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Friday, 28 August 2026

BRANCA DE NEVE E A GUERRA MADRASTA DA EUROPA | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

thamíres. a thamíres tem uma filha pequena. filha pequena de cabelo negro cor branca-de-neve. branca-de-neve  que a  thamíres tentava proteger da guerra. guerra madrasta malvada da europa que não gostava de crianças. cabelo negro-branca-de-neve que ficava cinzento quando ia à rua. rua coberta de pó e de muco. muco peçonhento  que se colava aos pés. pés cansados de fugir. guerra madrasta malvada,  que consultava o espelho-humanidade para perguntar se existia maior perfeição do que a sua destruição. espelho-humanidade que respondia: a maior perfeição da europa são as crianças. guerra madrasta malvada da europa que em vingança fazia explodir as entranhas de um vulcão. vulcão-máquina ativado por homens e mulheres feitos de tecnocracia que se escudavam em armas da economia da destruição sob o mote marvel-franchise: escudo da democracia europeia. escudo  que  transformava a europa  em latas de conserva de sardinhas em tomate da  marca bom-sacrifício.  latas de conserva de sardinhas em tomate da marca bom-sacrifício vendidas  em  supermercados  como exemplo modelo-continente. armas vendidas na televisão como  bolo rei da versailles em publicidade feliz natal do  pingo-doce. crianças que não compreendiam a competição das respostas trocadas. respostas lançadas por narizes importantes que falam sempre mais alto. respostas que nunca ficavam sem-resposta. guerra madrasta malvada da europa que engordava  com a destruição que provocava.    destruição que a thamíres amortecia com panos enrolados à volta da cabeça da filha. panos que pesavam. branca-de-neve disfarçada com panos à volta da cabeça para nunca ser apanhada pela guerra madrasta malvada da europa. guerra madrasta  malvada da europa que gostava de escrever a história dos livros de escola das crianças como lições-a-decorar. lições que a thamíres  lia à filha para a distrair da fome. fome que fazia a branca-de-neve cair num sono longo. feitiço-do-sono que a thamíres quebrava com um beijo de mãe-europa. guerra madrasta malvada da europa que voltava a perguntar ao espelho-humanidade se existia maior perfeição-mundo do que  a força  da sua destruição. espelho-humanidade que respondia: a maior perfeição da europa é a força da economia do amor de mãe.


#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17  OBRIGADA A TODAS AS MÃES QUE, COM UM BEIJO, ALIMENTAM AS ESPERANÇAS DA ECONOMIA-EUROPA.


Wednesday, 26 August 2026

OS FILHOS DA MÃE EUROPA | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

o manel sentia a copiosa necessidade de falar sobre o que pensava mas era detido pelo hábito que há muito se fazia instinto copy-paste-subscribe da tell-visão-união-europeia. se o manel formulasse uma ideia diferente das ideias  em backup-copy-paste  da tell-visão-união-europeia era considerado esquisito. e ser-esquisito numa união-europeia-copy-paste-subscribe-pensamento era não-existir. o manel aprendeu  então que o melhor era não contrariar a tell-visão-união-europeia e aceitar ser-copy-paste-subscribe. ser-copy-paste-subscribe dava ao manel um fiel sentido de segurança porque evitava falhar o fact-check da tell-visão-união-europeia. para o manel  pior do que não passar no fact-check da tell-visão-união-europeia era sentir a humilhação de  ser nomeado bin-mundo. o manel casou com uma mulher subscribe-tell-visão-união-europeia.  o manel partilhou dia de casamento  com os amigos-subscribe-tell-visão-europeia em modo copy-pastenum outro momento da sua vida o manel decidiu ter filhos-tell-visão-europeia. momento que também partilhou em modo copy-paste com os amigos e que também gravou em backup-memória. o manel mudou para uma casa mais  apertada para poder pagar a energia-verde produzida pela  tell-visão-união-europeia. quando  o manel exercia o seu direito de liberdade de pensamento fazia-o de acordo com a continuidade do backup-subscribe da tell-visão-união-europeia. o manel quando se vestia escolhia sempre as cores azul e amarela copy-paste da tell-visão-união-europeia. e quando o manel  trocava as cores  a mulher  obrigava-o a fazer  pandã  com as cores da tell-visão-união-europeia. o manel todos os dias via a programação da tell-visão-união-europeia certificada como informação-verdadeira pelos orgãos de comunicação social tradicionais para poder ensinar os filhos a passar no fact-check da tell-visão-união-europeia. o manel era um homem de família copy-paste feliz da tell-visão-união-europeia.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17   PEDIMOS DESCULPA ÀS NOVAS GERAÇÕES POR AS DIFERENÇAS DE PENSAMENTO ESTAREM A SER ANIQUILADAS PELA UNIFORMIDADE IMPOSTA PELA TELL-VISÃO DA UNIÃO EUROPEIA.


ODS = Objetivo de Desenvolvimento Sustentável = SDG = Sustainable Development Goals. 

Tuesday, 25 August 2026

O HERÓI DA NOVA EPOPEIA PORTUGUESA | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

time-reading-barometer | 2 minutes 45 seconds | 551 words | updated 24.4.22

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josé. josé era pescador e tinha as mãos grandes e fortes. mãos que gelavam quando vinham do mar. mar gelado que  entregava ao josé o nome  zé-das-mãos-frias. mãos frias que escondiam um coração quente. coração quente que chamava pelo amor da amélia. mãos frias. coração quente. canção do josé. amélia filha de pai pescador. amélia que não gostava de homens pescadores. josé pescador que não entendia as correntes geladas atiradas pelas palavras da amélia. amélia-menina  que não esquecia  as tempestades que o pai pescador trazia para casa. pai pescador que levava para casa o pior que o mar dava. mar gelado que nunca entregou flores à mãe da amélia. amélia-menina que jurou sobre as lágrimas salgadas da mãe com o mar nunca casar. mãos frias. coração quente. canção do josé. canção que vinha da arte de pintar que o mar enganado tinha trazido aos pés do josé. veleiro naufragado que à costa da aldeia do josé veio dar. mãos grandes do josé que arrancaram da barriga  do mar uma caixa de pintar vida com cor. caixa de pintar  que salvou o josé da corrosão do mar. arte da cor que aumentou o amor do josé pela amélia.  mãos frias. coração quente. canção do josé. mãos grandes que em terra pintavam ondas de sonhos por realizar. mãos grandes que ao pintar viajavam por terras nunca dantes viajadas.  viagens de cor que aumentavam o amor do josé pela amélia. mãos frias. coração quente. canção do josé.  mãos frias que não sabiam escrever. olhos de touro bravo que não sabiam ler. mãos frias. coração quente. canção do josé. mar que acordava o josé para o azul escuro da manhã. uma manhã aconteceu  o mestre da embarcação  ditar que por ordem do ministério do mar uma nova lei mandava  que todo o homem do mar tinha de aprender a ler e a escrever. olhar de touro em mar bravo: mas, mestre! as minhas mãos foram moldadas  ao mar e não para ser doutor em terra seca - disse o josé. mãos grandes e frias apresentadas pelo josé como argumento. argumento que não vingou. mãos frias. coração quente. canção do josé. mãos grandes e frias toldadas ao corpo do mar  forçadas em terra a aprender  a arte delicada do escrever. em terra era a amélia senhora da arte  do ensinar. josé  que depressa aprendeu a escrever e a ler. amélia que um dia apanhou o josé a desenhar. desenho que a amélia arrancou das mãos grandes do josé. mãos frias. coração quente. canção do josé.  desenho que   mostrava as curvas da amélia em forma de ondas em dia de mar revolto. amélia que terminou a aula sem razão. razão mulher que não conseguiu conter o calor que lhe roubava a respiração. mãos geladas. coração quente. canção do josé. josé que  no mar alto colheu rosas para entregar à  amélia. amélia transformada pelo amor salgado do josé. mãos frias. coração quente. canção do josé.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 OBRIGADA A TODO O HOMEM PORTUGUÊS QUE É HERÓI DA  NOVA EPOPEIA PORTUGUESA: A LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.

ODS = Objetivo de Desenvolvimento Sustentável = SDG = Sustainable Development Goals (17Steps4Sustainability).



A ÚLTIMA VARINA DE LISBOA | RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS


conheci a última varina de lisboa de nome maria  que   carregava na alma o desejo profundo de ser mulher-do-mar.  vivia na madragoa e todos os dias fitava a foz do tejo. Ela apresentava-se  de canastra  à cabeça e apregoava palavras grossas aos homens do mar por nunca a terem deixado abraçar o mar. Ela contou-me como a sua alma lhe pesava. como a vida tinha por-Ela passado, deixando um rasto de desencanto  que agora  tapava com  trapos coloridos. trapos coloridos que Ela enrolava   ao corpo. corpo de mulher que  não tinha sido feito para trabalhar no mar, assim lhe diziam os homens do mar. Ela continuava a  falar com  o-mar porque era ali  do outro lado do rio que Ela sabia poder ter sido feliz. Ela contou-me como ainda guardava os sonhos de menina-mulher que lhe tinham sido roubados pelos barcos que partiam sem-Ela,  quando-Ela  suplicava que esperassem por-Ela. em terra Ela ganhou  o cheiro a peixe morto que se entranhou na pele,  afastando o perfume dos seus sonhos de mulher. maldição que Ela sabia ter carregado no ventre e  passado à geração de mulheres que pariu. filha  mais velha que por ser mulher não chegou a mais de pouco. filha mais nova que por ter sido  mãe aos quinze morreu ao dar à luz. neta formada que por ser mulher não ganhava para poder comprar bacalhau para o  natal.  conheci a última varina de lisboa de nome maria que descalça   gritava  ao mar do atlântico para que devolvesse a toda a mulher portuguesa o direito da  abundância de oportunidades de realização.

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Varina  -   vendedora ambulante de peixe.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17  PEDIMOS DESCULPA A TODAS AS MULHERES E MÃES PORTUGUESAS  DESCONSIDERADAS PELO ESTADO E PELA SOCIEDADE. 


ODS = Objetivo de Desenvolvimento Sustentável = SDG =

Monday, 24 August 2026

UM HOMEM COM-FOME | RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS

ontem encontrei um Homem que tinha fome. fome de-comida que o corpo pede para funcionar. ele andava à procura de comida nos restos que os-outros  largavam ao lixo.  perguntei-lhe se Ele tinha fome. Ele não respondeu. Ele baixou os olhos.  toquei-lhe no ombro e pedi-lhe que esperasse por mim.   corri ao café mais perto e pedi uma sopa. pedi uma sandes mista. pedi um bolo de arroz. e pedi uma garrafa de água. quando voltei, entreguei-lhe o saco com a comida. Ele sentou-se e num gesto delicado pediu-me para que eu me sentasse ao  lado dEle.   pensei nas doenças. no cheiro. na sujidade. mas nada disso importou quando diante de mim estava um Homem com-fome. sentei-me.  devagar Ele tirou do saco a sopa. Ele tirou do saco a sandes mista. Ele tirou do saco a água e o bolo de arroz. Ele ofereceu-me o bolo de arroz  num ato de sublimada reverência que o fez inclinar a cabeça e baixar os olhos na minha direção. de imediato fui atravessada por um sentimento de humanidade que nunca tinha sentido. aceitei o bolo de arroz. observei que Ele só começou a comer depois de se certificar  que eu já comia. Ele comia devagar na certeza de quem já não se deixava dominar pelas palavras de fome faladas pelo corpo.  o bolo de arroz estava a  alimentar-me a alma.  foi então que no silêncio compreendi que Ele tinha-me oferecido o lado doce da  vida.  senti-me verdadeiramente abençoada pela sua generosidade. Ele comeu. levantou-se. e caminhou. nunca mais o vi. sagrado  bolo de arroz.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17  PEDIMOS DESCULPA A TODO O HOMEM QUE HOJE PASSA  FOME EM PORTUGAL.



Wednesday, 19 August 2026

QUE SERÁ, SERÁ, THE FUTURE IS OURS TO SEE | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS


17steps@principiahumanitatis.org

se os pensamentos do mundo fossem água, a terra seria compaixão. se os pensamentos do mundo fossem integridade, a terra teria corpo diamante. se os pensamentos do mundo esculpissem arte, a terra seria sempre criança. se os pensamentos do mundo fossem luz, a terra nunca teria sombra. se os pensamentos do mundo alimentassem, a terra nunca teria fome. se os pensamentos do mundo tivessem cor, a terra seria sempre alegria. se os pensamentos do mundo parassem, a terra seria nirvana. se os pensamentos do mundo fossem sementes, a terra teria mãe. se os pensamentos do mundo tivessem integridade, a terra seria sabedoria. se os pensamentos do mundo tivessem sede, a terra fonte  eterna. se os pensamentos do mundo ouvissem o vento, a terra teria sempre inspiração. mas o que aconteceu ao ser-pensar-mundo? ninguém sabe. talvez se tenha consumido no fogo de um olhar desnutrido. em verdade, não pode interessar ao mundo o fim que toma o-pensar-mundo, mas a liberdade que vem ao mundo ao correr-mundo. ao amar-mundo. ao cantar-mundo. ao pintar-mundo. ao escrever-mundo. ao rir-mundo. ao celebrar-mundo. ao dançar-mundo. que cresçam então os dedos ao mundo de tanto escrever. que cresça a cabeça ao mundo de tanta genialidade produzir. que cresçam os olhos ao mundo de  tanta beleza contemplar. que cresça o coração ao mundo de tanto amar. que cresçam as pernas ao mundo de tanto correr para se tornar o melhor-mundo. que cresçam os pés ao mundo de tanto dançar. que cresçam os braços ao mundo, de tão alto chegar. que se adapte o mundo a esta nova condição. que será, será.

#ODS1+ #ODS2+#ODS3 + #OD S3 + #ODS4 + #ODS5 + #ODS6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 + #ODS13 + #ODS14 + #ODS15 + #ODS16 + #ODS17 Obrigada a quem com gestos quase invisíveis amplia os dedos-mundo, desperta a cabeça-mundo, afina os olhos-mundo, sustenta as pernas-mundo, estende os braços-mundo e aquece o coração-mundo.






A LINGUAGEM DO PONTO DE ARRAIOLOS | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS



adelaide era mulher alentejana tapeteira de arraiolos. adelaide conheceu o ponto de arraiolos quando ainda era menina. menina de olhos cor azul-alentejo. cor azul-alentejo que bordava as bainhas das casas do alentejo. olhos cor azul-alentejo que se esforçavam por acertar com a linha na agulha. ai chega, chega, chega, chega, chega ó minha agulha, afasta, afasta, afasta, afasta o meu dedal. canção de lisboa que a adelaide cantava para chamar a linha. afastada era a cidade de lisboa donde vinham os netos e as netas da aldeia a quem a adelaide ensinava a escrita do ponto de arraiolos durante as férias de verão. quadro de sala de aula feito de tela de juta lisa deitada no chão. chão frio abençoado no verão quente do alentejo. adelaide avó e professora. alunos atentos ao desenho e à caligrafia da escrita do ponto de arraiolos. desenho que falava humanidade em cada ponto de união. ponto que unia a diferença da forma. forma que nascia da colaboração. as novas gerações têm de aprender a linguagem do ponto de arraiolos para saberem integrar a diferença e recusarem a uniformidade de pensamento - repetia a avó adelaide, sempre atenta ao trabalho de cada um dos seus alunos. alunos que ao bordar a linguagem do ponto de arraiolos eram capazes de imaginar bandeiras de cores diferentes a colaborar no mundo. ponto de arraiolos que era capaz de elevar a  diferença-mundo a linguagem sagrado da tapeçaria mundo. tela completa. o mundo pertence a quem o sabe unir! - palavras de avó bordadas no coração de quem ouvia. alunos orgulhosos admiravam a obra conseguida. obra escrita em  ponto de arraiolos. obra  que a avó adelaide mostrava sempre que alguém lhe dizia não conseguir colocar fé nas novas gerações. que se estime a fé nas novas gerações. que se estime a sabedoria da escrita do ponto de arraiolos como língua de união na europa.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS4 + #ODS5 + #ODS6 + #ODS7 + #ODS8 + ODS9 + ODS10 + ODS11 + ODS12 + ODS13 + ODS14 + ODS15 + ODS16 + ODS17 OBRIGADA A TODAS AS AVÓS ALENTEJANAS QUE ENSINAM OS  NETOS DA IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM DO PONTO DE ARRAIOLOS.   



Monday, 17 August 2026

A NEO-DIVINA COMÉDIA DA UNIÃO EUROPEIA | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS


time-reading-barometer | 1 minutes 49 seconds | 364  words | republished
17steps@principiahumanitatis.org

a raiz do problema da  neo-divina comédia da união europeia  não está só no-vício-da-coisa, mas  na leveza de quem a  consome. a comédia tornou-se tristemente o estado natural   do ser a-uniãoa-comédia deixou assim de ser uma epifania-do-desalento para ser considerada um valor de  moralidade-europeia. poder-se-ia  até  afirmar que com toda a informação. com toda a  tecnologia. e com todos os avanços científicos.  não haveria razão para a insustentável leveza do ser da-união. mas! em verdade também se pode afirmar que foram  as tecnologias e os avanços da ciência que promoveram a globalização da leveza insustentável da união europeia. a questão não está na grand-oeuvre que se realizou, mas na forma ready-made-duchampiana como bruxelas, os media, a ciência e a tecnologia apresentaram o resultado:  já mastigado e fácil de consumir. a atual neo divina comédia  que distrai a cultura  europeia é corrompida pela dantesca  leveza da  governança que a prostrou. por comédia, só se conhece a   união dos interesses vários. o purgatório de dante é, hoje, o movimento padronizado que conduz a vontade-europa-vulgaris a trabalhar  para consumir-drones como inovação e assim adormecer de barriga-cheia. hoje grita-se de barriga-cheia em bruxelas, não porque se produziu melhor humanidade, mas porque se consumiu demasiada tecnocracia. a gula tecnocrática conduziu  o ego da união a uma obesidade mental que  impede cada nação de pensar-por-si. a luxúria conduziu o progresso a um êxtase que se  sente, sempre que se consome o-objeto da coisa do desejo da união,  pelo simples prazer de ter-por-ter. ou pelo poder-de-ter o que o-outro-não-tem. ou ainda pelo medo de se vir a precisar de  ter o que  não-se-tem. nas extremidades da união, surgiram a europa-vulgaris-avarenta  e a europa-vulgaris-pródiga. a primeiro agarra-se à propriedade do continente europeu como se de um direito-divino  se tratasse. a segunda desperdiça o que tem,  apelando ao mesmo direito de posse divina. a ira e a inveja manifestam-se na união sempre que a-insustentável leveza da governação de bruxelas  é contrariada. assim, na união europeia, se anda e sem dormir se sonha, crendo proferir verdade: neste caso há mais culpa e mais vergonha [1].

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 Pedimos desculpas às novas gerações pela neo-divina comédia do totalitarismo da tecnocracia da União Europeia.

[1] in A Divina Comédia, Dante Alighieri.





Tuesday, 4 August 2026

O PORTUGAL DAS COISAS MÁS | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS


era um dia número-primo. era o dia do sebastião ir de carro para a escola com o pai. nos outros dias o sebastião ia a pé sozinho. à porta da escola  o sebastião mediu a coragem e decidiu dar a conhecer ao pai a sua avaliação final: reprovado. era a quinta vez que o sebastião era retido no quinto ano. o pai do sebastião sem levantar os olhos desferiu um golpe cego com o punho cerrado na face do filho. a força do murro lançou a cabeça do sebastião contra a quina da porta provocando-lhe um corte. corte que deitava sangue. sangue que sabia  a ferro.  ferro que  lembrava ao sebastião da fivela do cinto do pai. cinto que o pai  também usava para  bater na mãe do sebastião.   mãe a  quem o sebastião tinha jurado proteção.  sebastião criança que com tenra idade teve de assumir a governança.  pai do sebastião que arrancou  a grande velocidade para parar o carro junto ao café. café onde todos os dias o pai do sebastião pediauma bica com  cheirinho, por favor! cheirinho que escondia o portugal-das-coisas-más. sebastião que tinha a idade de dom sebastião. sebastião que que não conseguia passar do quinto ano.  quinto era o império que portugal também não conseguia alcançar . sebastião que só conhecia o portugal-das-coisas-más. portugal que na sua história   não pode perder mais nenhum  sebastião!

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 PEDIMOS DESCULPA A TODAS AS CRIANÇAS PORTUGUESAS QUE SÓ CONHECEM O PORTUGAL-DAS-COISAS-MÁS. 



Tuesday, 21 April 2026

A ALDEIA DAS TERRAS-NEGRAS E AS NAÇÕES INTELIGENTES UNIDAS | RETHINK SUSTAINABLE GOALS

hakika era o nome de nascimento de uma menina. menina  que nasceu numa aldeia.  aldeia que ficava nas terras-negras onde não cresciam flores. hakika era negra como a cor da terra que pisava e só descobriu que havia terras-de-outras-cores quando marie-anne, uma médica belga que a hakika chamava de curandeira-cor-de-dentes, apareceu na sua aldeia. hakika acreditava que a cor da pele  era dada pela terra que se pisava e imaginava  que a terra de marrie-anne fosse branca cor-de-dentes.  hakika interrogava-se se o sangue de marie-anne seria encarnado como o  pôr-do-sol da sua terra. marie-anne, ao adivinhar a  curiosidade de hakika, mostrou-lhe uma ferida que tinha no dedo. hakika respirou  de alívio ao   confirmar a  teoria que tinha imaginado: as pessoas são todas iguais por dentro independentemente da cor  da terra donde vêm. todas as  descobertas de hakika tinham nascido  da curiosidade de hakika. assim tinha acontecido quando hakika  descobriu que ser  menina na sua terra só lhe trazia tarefas. hakika zangada perguntava à mãe porque não a tinha feito menino. a mãe de hakika  dizia-lhe:  a perfeição de uma flor só pode nascer da barriga de uma mulher.  como hakika nunca tinha visto flores,  duvidava do que a mãe lhe dizia,  culpando-a por a ter feito menina. um dia o homem cor-da-terra-negra, que governava a aldeia, vendeu a hakika ao homem rico das terras-cor-de-dentes. hakika desapareceu e nunca mais foi vista. meses passaram. um dia aconteceu hakika ter sido encontrada no chão, desnudada e muito maltratada. a mulher mais velha da aldeia olhou para a barriga de hakika e chamou pela  mãe da vida para salvar a  vida que aí vinha. hakika morreu  menina sem conseguir  fazer nascer a flor que tinha crescido em terra-sagrada de barriga-mulher. as mulheres da aldeia coroaram  hakika  rainha-das-terras-negras, embrulharam a filha nos seus braços e enterram ambas por  baixo  da maior árvore da aldeia.   árvore da aldeia, dantes  estéril, passou a dar flores com cor. flores da árvore da aldeia que mastigadas curavam as maleitas de mulher e guardavam as meninas de todo o mal. o segredo da árvore-dos-milagres-mulher  passou de mulher para mulher. as sementes da árvore-dos-milagres-mulher passaram de terra para terra, com a ajuda dos pássaros que passaram a  guardar os céus da aldeia.  o homem-cor-das-terras-negras,  que governava a aldeia, viu grande ameaça na árvore e grande insubordinação nos pássaros. segundo o pensamento do homem-cor-das-terras-negras, a árvore tirava-lhe a riqueza e os pássaros tiravam-lhe a autoridade.  pediu o homem cor-das-terras-negras ajuda ao seu amigo,  o homem rico das terras-cor-de-dentes. o homem rico das terras-cor-de-dentes  decidiu levar a grande ameaça e a grande insubordinação à assembleia  das nações-inteligentes-unidas. a assembleia das nações-inteligentes-unidas decidiu que a grande ameaça e a grande insubordinação tinham de ser eliminadas e mandou plantar, no lugar das árvores-dos-milagres-mulher,   moinhos eólicos que mandou chamar de árvores-do-dinheiro-verde, e no lugar dos pássaros  mandou  drones  que passou a chamar de pássaros-da-paz.  as pessoas da aldeia juntavam-se à volta da árvore-do-dinheiro-verde e esperavam que a fome acabasse e que o dinheiro-verde chegasse, mas a fome e a pobreza cresciam. as pessoas da aldeia observavam os céus e esperavam que os  pássaros-da-paz acabassem com as guerras, mas as guerras cresciam. um dia as mulheres da aldeia  decidiram tomar o assunto pelas suas mãos. e assim todos os dias ao nascer e ao pôr do sol, para espantar a maldição, as mulheres e as meninas da aldeia dançavam e cantavam canções  à volta da árvore-do-dinheiro-verde. três semanas depois,  a árvore-dos-milagres-mulher rompeu a terra e com a sua força fez tombar a árvore-do-dinheiro-verde. os pássaros vieram em defesa da árvore-dos-milagres-mulher e com a sua determinação fizeram tombar todos os pássaros-da-paz.  o homem da cor-das-terras-negras, que governava a aldeia,  fugiu para a assembleia das nações  inteligentes unidas onde passou a defender a restauração da democracia nas terras-negras. a assembleia das  nações unidas inteligentes reuniu de emergência e decidiu ocultar, em arquivo-sem-nome, a aldeia  onde as mulheres da cor-das-terras-negras derrubaram as árvores-do-dinheiro-verde e os pássaros-da-paz das nações inteligentes unidas. 


#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17  OBRIGADA, A TODAS AS ÁRVORES E A TODOS OS PÁSSAROS QUE FAZEM CAIR AS "ÁRVORES-DO-DINHEIRO-VERDE" E OS "PÁSSAROS-DA-PAZ" CRIADOS PELA CIÊNCIA DO  MARKETING DAS NAÇÕES INTELIGENTES UNIDAS.

Thursday, 23 October 2025

OS ANJOS DE FOGO DA PROFESSORA MARIA ROSA COLAÇO | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
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17Steps@principiahumanitatis.org

"Quando em 1960 expus a primeira coletâneas de textos destes rapazes, ilustrados por alguns dos nomes mais válidos da nossa pintura, o ambiente que cercou a exposição, ao verem a idade dos autores, foi de suspeita e dúvida. Quando eles apareciam desgrenhados e sujos - a hilariante era quase completa. Saí de lá muitas vezes a apetecer-me rebentar a cara das pessoas, como o Mário e o Zé rebentaram os vidros da casa de uma senhora que duvidara da autenticidade do que estava exposto. E eram eles que me confortavam, soberanos: Senhora! Deixe lá. Têm a cabeça cheia de vento. Não percebem nada. Entrava na escola e olhava para Cristo. Sorríamo-nos. E ficava tudo certo, outra vez. Mas ensinaram-me que, quando se é humilhado naquilo em que em nós é claridade e certeza, aprende-se mais depressa o sentido exato da liberdade, da paz, do ódio, do amor e do ridículo do quotidiano. Eles revelaram-me que a miséria transforma as crianças, mais que os adultos, em anjos implacáveis de lucidez e que a fome os ateia e lhes faz crescer nos olhos, brancas e terríveis asas de sonho ou destruição. E há nestes anjos de fogo, uma voz oculta e violenta em que é preciso, é urgente, meditarmos. Ela pode denunciar, construir ou semear, a alegria, a vergonha ou o remorso. Ela pode ser a semente da Esperança, da Paz entre os Homens. Ela pode ser o ódio. Ela pode ser o Amor." Maria Rosa Colaço, A Criança e a Vida, Editor ITAU, 1969.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 Obrigada, professora Maria Rosa Colaço pela bondade (I Am an  Agency4Peace), pela genialidade (I Am an Agency4Innovation) e pela responsabilidade humana (I Am an Agency4Entrepreneurship) aplicada a transformar o mundo em melhor-humanidade.

ODS = Objetivo de Desenvolvimento Sustentável = SDG = Sustainable Development Goals .1.Inequality in the world: local management of common pool resources  (sdg1, sdg2,  sdg14 and sdg15); 2.Industrial and Technological development driven towards the common good: well-being is as important as  health-being (sdg3); 3. Learning Good4CitizenshipDevelopment  towards peace, innovation and entrepreneurship: imagination as a competitive human advantage factor for inclusion and diversity incorporation  (sdg4); 4. Equal opportunities: no prejudices nor bias  (sdg5); 5. Global Water Management 4Peace, 4Innovation and 4Entrepreneurship (sdg6 and sdg14); 6. Energy transformation towards the common good: well-being and  democratizing access (sdg1,  sdg3, sdg7, sdg10, sdg11, sdg13, sdg14, sdg15 and sdg16); 7. Industry 4.0: industrial and technological transformation4PIE (sdg 8, sdg9, sdg10 and sdg17); 8. Globalization processes  driven 4PIE (sdg1, sdg9, sdg12, sdg16 and sdg17) ; 9. AI Governance  under the axiomatic Law of Pi4PIE (sdg1, sdg8, sdg16 and sdg17).