Monday, 23 February 2026

O CONTO CONTEMPORÂNEO DE BELEROFONTE QUE CAIU DO DRONE-PÉGASO | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS


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este é o conto contemporâneo do homem que se via como belerofonte. ele acreditava que o seu pégaso não era feito de carne e penas, mas de aço: de drones, nascidos do fogo da inovação da guerra que, com precisão, alimentava para prosperar. sobre essas asas mecânicas cavalgava na ilusão, convencido de que o destino o escolhera para enfrentar a grande quimera da europa, a besta que nomeou como fonte da sua fama e glória. nas alturas distantes, acima de belerofonte, erguia-se a “casa europa” — a estrela oculta que abarcava as doze estrelas das velhas casas europeias. casas coroadas na escuridão, e a quem belerofonte via como os verdadeiros deuses olímpicos da era actual. deles buscava favores, armas, dinheiro e proteção. e assim se elevou belerofonte, na ilusão de que era o herói da europa e do mundo. o seu domínio sobre a ágora moderna — o reino da imagem e da fama nas redes sociais — alimentava-lhe essa certeza. o constante aplauso endureceu-se em convicção. a convicção amadureceu-se em arrogância. “veja-se agora o juízo curioso: quanto no rico, assim como no pobre, pode o vil interesse e sede inimiga do dinheiro, que a tudo nos obriga” (Camões). pois a fortuna obscura caminha silenciosamente atrás da glória e da fama — nomes com que o povo néscio se deixa enganar  (Camões) — como já falava o velho do restelo  nos tempos da senhora gorda. a verdade é que a fama e a glória plantam as sementes da queda, e nem mesmo pégaso, seja ele de penas ou de drones, pode levar um homem além do vazio da sua própria ilusão. as estrelas não são eternas nas suas disposições. as constelações mudam a sua dança. as casas fraturam-se. as alianças esmorecem. e, quando a evolução da humanidade o exige, até aqueles que se julgavam escolhidos caem do céu, pelo cumprimento da profecia da fé. a queda não é apenas daquele que usou a inovação dos drones para voar alto demais, mas de todas as coroas que se apropriaram da luz emprestada do sol como se fosse brilho próprio. e assim belerofonte caiu ao chão, vencido pelo desígnio de atena, enquanto o eco do metal do seu  drone-pégaso lhe picava os pés.  belerofonte, desesperado,  tentou agarrar-se às asas que o elevaram. mas, o céu (sky) que julgava ser seu afinal nunca tinha existido.

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 Pedimos desculpas às novas gerações pela incapacidade da União Europeia de pôr fim à Guerra que continua a  ferir o coração da Europa.

ODS: Objetivo de Desenvolvimento Sustentável.