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a raiz do problema da neo-divina comédia europeia não está só no-vício-da-coisa, mas na leveza de quem a consome. a comédia tornou-se tristemente o estado natural do-ser união. a-comédia deixou assim de ser uma epifania-do-desalento para ser considerada um valor de moralidade-europeia. poder-se-ia até afirmar que com toda a informação. com toda a tecnologia. e com todos os avanços científicos. não haveria razão para a insustentável leveza do ser união. mas! em verdade também se pode afirmar que foram as tecnologias e os avanços da ciência que promoveram a globalização da leveza insustentável da união europeia. a questão não está na grand-oeuvre que se realizou, mas na forma ready-made-duchampiana como bruxelas, os media, a ciência e a tecnologia apresentaram o resultado: já mastigado e fácil de consumir. a atual neo divina comédia que distrai a cultura europeia é corrompida pela dantesca leveza da governança que a prostrou. por comédia, só se conhece a união dos interesses vários. o purgatório de dante, é hoje o movimento padronizado que conduz a vontade-europa-vulgaris a trabalhar para consumir-armas e assim adormecer de barriga-cheia. hoje grita-se de barriga-cheia em bruxelas, não porque se produziu melhor humanidade, mas porque se consumiu demasiada tecnocracia. a gula tecnocrática, conduziu o ego da união europeia a uma obesidade mental que impede cada nação de pensar-por-si. a luxúria, conduziu o progresso a um êxtase que se sente, sempre que se consome o-objeto da coisa do desejo da união europeia, pelo simples prazer de ter-por-ter. ou pelo poder-de-ter o que o-outro-não-tem. ou ainda pelo medo de se vir a precisar de ter o que não-se-tem. nas extremidades da europa, surgiram a europa-vulgaris-avarenta e a europa-vulgaris-pródiga. a primeiro agarra-se à propriedade do continente europeu como se de um direito-divino se tratasse. a segunda desperdiça o que tem, apelando ao mesmo direito de posse divina. a ira e a inveja manifestam-se na união europeia sempre que a-insustentável leveza da governação de bruxelas é contrariada. assim na união europeia se anda e sem dormir se sonha, crendo proferir verdade: neste caso há mais culpa e mais vergonha [1].
#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 Pedimos desculpas às novas gerações pela má neo-divina comédia europeia.
[1] in A Divina Comédia, Dante Alighieri.