Tuesday, 16 November 2021

ARTE BORDALIANA E A ANAMNESE ESTÉRIL DO NARCISISMO | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE - RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
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sob o interessante exercício da anamnese clínica a-humanidade encontra na sociedade contemporânea  o-narcisismo cujo valor-progresso não se consegue explicar. do mesmo modo como se conhece uma doença pelos sintomas que causa, se identifica o-narcisismo    pela destruiçãoque provoca na sociedade e no mundo. tempos eram aqueles em que  para o-mundo  era mais importante ser-artesão do que ser-narcisista. o artesão produzia a-coisa do seu trabalho com o auxílio das suas mãos e das suas ferramentas. o narcisista dedica o seu tempo à coisa-do-seu-interesse com o auxílio da influência que  exerce através da posição do cargo que usa sempre em sua-representação a obra para o artesão é o trabalho regado pela abnegação por isso pertence à humanidade e não à pequena parte que lhe cabe. a simplicidade  do artesão está na grandeza da  sua qualidade humana que alimenta com a alma e  não com a ilusão da ambição. o narcisista agarra-se à obra como sua. obra que exibe e guarda como troféu de caça enriquecendo o seu património com o que conquista-para-si, com o que guarda-para-si e com o que acumula-para-si. argumento que num futuro calculado usa para editar-biografia. biografia que assina como verdade-sua. biografia que  obriga o tempo a-imortalizar aquilo  que a humanidade devia recusar:   a vã vaidade como argumento da existência no mundo. falta ao mundo o artesanato de Rafael Bordallo Pinheiro. falta ao mundo o desenho de Rafael Bordallo Pinheiro. falta ao mundo conhecer o humor de Rafael Bordallo Pinheiro. falta ao mundo conhecer a inteligência acutilante da sátira de Rafael Bordallo Pinheiro como única cura contra a pandemia do narcisismo-mundoRafael Bordallo Pinheiro era  artesão em vários ofícios. no ofício do jornalismo produzia um estilo próximo da pessoa-comum e não do narcisismo instituído: (...) não estamos filiados em nenhum partido. se o estivéssemos, não seríamos decerto conservadores nem liberais. A nossa bandeira é a verdade. Não recebemos inspirações de quem quer que seja (...) [1] . os nomes das  suas publicações eram o reflexo da sua alma de artesão e de amante da arte dramática: o calcanhar de aquiles, a berlinda,  o binóculo, a lanterna mágica, o psit, o mosquito,  o besouro (...). O jornalismo de Rafael Bordallo Pinheiro não pendia nem para a direita, nem para a esquerda, mas para onde não estivesse o-interesse [1]Com Rafael Bordallo Pinheiro a bandeira-mundo  era a-humanidade porque a verdade não recebe inspirações de quem quer que seja - afirmava Bordallo Pinheiro. Bordallo  na qualidade de pessoa-comum insurgia-se contra o poder narcisista e criou obra na cerâmica humanidade. criou a personagem  Zé Povinho (em Portugal) e a personagem  Fagundes  (no Brasil) para afrontar o abuso narcisista do poder daqueles que se faziam apenas valer pelos seus chás de família - com biscoitinhos [1]. ser-bordaliano é incorporar a arte-ser-artesão no ofício-ser-mundo. é ser movido pela autenticidade   e não pela vaidade porque a arte  ser-bordaliano é um exercício de elevação e não um exercício estéril  de auto-promoção. bravo, Bordallo Pinheiro!


#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS#4 + #ODS5 + #ODS 6 + #ODS7 + #ODS8 + #ODS9 + #ODS10 + #ODS11 + #ODS12 +#ODS13 + #ODS14 + #ODS15 #ODS16 + #ODS17 OBRIGADO,  BORDALLO PINHEIRO POR TER ELEVADO A SÁTIRA A CERÂMICA-MUNDO.