Sunday, 8 August 2021

ABENÇOADA SEJA A MARSELHESA | RETHINKING SUSTAINABLE GOALS

SÉRIE -  RETHINKING SUSTAINABLE DEVELOPMENT GOALS
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numa cozinha de um restaurante  de nome menos importante havia uma mãe cozinheira com dotes de feiticeira, vidente e curandeira. as suas mãos desembaraçadas e o seu corpo roliço de mulher parideira faziam dela  mulher guerreira. mulher guerreira que tinha dado  à luz sozinha quando era  malfadado   ser-se mãe solteira.  mãe-cozinheira que usava a colher de pau  para abençoar a vida e a comida que lhe vinha à mão. abençoava a alface, a fruta, a galinha, a carne de vaca e tudo o que vinha da vida. vida que alimenta vida tem de ser agradecida e enobrecida,   ensinava. com espanto ficava quando na política tudo luzia igual.  a natureza não paria assim. logo compreendeu onde a humanidade se tinha perdido - na ilusão de pensar que tinha por alimento a autocracia da uniformidade.   mãe cozinheira que no calor do forno cozinhava a poção que devolvia o sabor da verdadeira liberdade a quem o paladar da liberdade tinha perdido. numa quinta  criava o que precisava.  quinta que era governado pela mãe-natureza pelo que ela confiava na sua pureza - quando se brinca com o que se come cresce aflição - avisava.  cada prato era escolhido por ela. ela só precisava de olhar para quem o prato alimentava para de imediato saber o sabor que lhe faltava. qualidade de mãe que abençoava. a condição  que impunha era a de se comer com fé na Marselhesa. Marselhesa que ela entoava para  chamar as crianças  à mesa:  allons enfants de la Patrie; le jour de gloire est arrivé; contre nous de la tyrannie; l'étendard sanglant est levé (...) Liberté, Liberté chérie; Liberté, Liberté chérie, combats avec tes défenseurs; combats avec tes défenseurs; sous nos drapeaux que la victoire; accure les mâles accents; que tes ennemies expirants voient ton triomphe e notre gloire  (...) . as crianças aprendiam assim à mesa o sabor da cultura da liberdade.  na sua cozinha todas as formas de tirania eram  afastadas com a panela que havia à mão ao som da Marselhesa como canção. o sabor da  comida não tinha comparação com nada que havia. sabor que  enchia os sentidos da alma com o verdadeiro sentimento  da liberdade pela vida humana. abençoada seja a Marselhesa como alimento  à mesa. 

#ODS1 + #ODS2 + #ODS3 + #ODS4 + #ODS5 + #ODS6 + #ODS7 + #ODS8 + ODS9 + ODS10 + ODS11 + ODS12 + ODS13 + ODS14 + ODS15 + ODS16 + ODS17  OBRIGADO, À MARSELHESA POR GLORIFICAR A LIBERDADE COMO ALIMENTO DA HUMANIDADE.