Monday, 13 September 2021

THE HUMAN FACE OF SUSTAINABLE GOALS | BIGBANG THEORY TO BE

updated 972021

Autor:  #MyHubMLF |  THE HUMAN FACE OF #SDG16 PEACE, JUSTICE AND STRONG INSTITUTIONS

Projeto: #TheHumanFaceOfSustainableGoals

Técnica: Projeção dos rostos do documentário HUMAN, de Yann Arthus-Bertrand, sobre uma folha branca, e com a mão percorrer os traços da topografia humana identificando, na diversidade da sua geologia, o percurso do verdadeiro valor do progresso-humano.

Neste projeto o aluno é desafiado a repensar os 17ODS (17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) sob a perspectiva humanista de transformação individual da própria pessoa humana, atribuindo-lhe um rosto-humano, captado em câmara por Yann Arthus-Bertrand no documentário HUMAN.
"Quase tudo o que nos surge nas imagens mentais está sujeito a registo interno, quer o queiramos ou não. A fidelidade da gravação depende de como tratamos as imagens, logo à partida, o que, por sua vez, depende da emoção e do sentimento gerados aquando da sua viagem pela corrente mental. Muitas imagens ficam registadas, e porções substanciais desse registo podem ser played back, ou seja, reproduzidas ou reconstruídas, com maior ou menor precisão. Por vezes, a recordação do material antigo é tão refinada que chega a competir com o material novo que está a ser gerado aqui e agora." A. Damásio, A Estranha Ordem das Coisas, p136, Círculo Leitores. 
Pretende-se, desta forma, que o aluno, no processo de desenvolvimento do seu sentido de cidadania, tenha a experiência de percorrer com  a mão a geologia da crosta do rosto humano: olhos, nariz, boca, traçado-da-fisionomia (redonda, oval, quadrada ou triangular),   para  criar uma imagem mental, com registo interno  de fidelidade, sobre a representação da origem e fim de todo e qualquer  objetivo de desenvolvimento sustentável: a pessoa humana. Efetivamente, ao colocar o aluno como protagonista da imagem humana gera-se uma ligação umbilical nutritiva (memória + imaginação + raciocínio + sentimentos) que se pretende que seja reproduzida na humanização da sua ação presente e futura nomeadamente, na  capacidade de emergência de soluções não estereotipadas. 

Deste modo, percorrer com as mãos a anatomia geológica de um rosto humano, sob a perspetiva pedagógica aplicada  a este projeto, é levar o aluno a percorrer a experiência do Caminho de Santiago, na profunda consciência de que o valor de desenvolvimento e de sustentabilidade que se pretende de-progresso, seja o-admirável valor da-vida, da-dignidade, da-diversidade e da-liberdade inscritos na leitura do rosto da pessoa humana

A-vida, a-dignidade, a-diversidade e a-liberdade apresentam-se assim, neste projeto,  como valores  de direito civilizacional inscritos no rosto do-outro (o observado), no meu-rosto ("eu": o observador), logo por indução empírica   no rosto de todas as pessoas  (estado de communitas), suspendendo-se alienações interpessoais e de diferenças sociais que minguam a solidez do caráter de cidadania e de progresso humano a consagrar.

O Caminho de Santiago   foi  classificado (1987) como itinerário Cultural do Conselho da Europa por materializar um percurso de produção de valores   humanos de paz, diversidade, inclusão e de diálogo intercultural que contribuiu para o desenvolvimento antropológico, social, político, económico e até filosófico da cultura e da história da Europa e do Mundo. O caminho de Santiago  não é  apenas um-caminho, mas uma diversidade de-caminhos de enriquecimento para a formação da cultura de valores humanos numa Europa que se pretende   baseada no respeito pela diversidade da cultura dos seus povos e unida por  caminhos   que colocam a pessoa-humana, o bem-comum e o respeito pelos recursos naturais em primeiro lugar.

O caminho de Santiago é percorrido com os pés e isso não é um-acaso, já que pretende  lembrar que  os valores da cultura humana são valores de construção conseguidos com esforço-humano. O caminho de Santiago não é contrário ao progresso, mas contrário ao sentido-sociedade-máquina que afasta o progresso do seu propósito original: servir o bem comum "humanidade".

" (…) se vem mais rico ou mais pobre não é coisa que se pergunte, pois todo o homem sabe o que tem, mas não sabe o que isso vale". J. Saramago, Memorial do Convento.
Neste sentido, nada pode descrever melhor o percurso de aprendizagem do aluno, ao longo dos seus doze anos de escolaridade obrigatória, do que o  Caminho de Santiago, significando que todas as etapas devem de colidir com o princípio e fim de formar a sua melhor identidade-humanidade, não porque se pede que siga o-caminho que outros seguiram mas, porque!  se pede que sinta (learn feelingly)  o-esforço que foi aplicado  na construção da riqueza da diversidade da cultura humana, esforço que o aluno deve  aprender a ler  na geologia do rosto da pessoa-comum para, desta forma,  construir uma memória imunitária do que é ser-se-humano e  ativar - essa imagem-memória - contra a instalação de agentes patogénicos potencialmente destruidores dos valores de cidadania-humana, a referir: a-maldade, a-violência, a-destruição, a-ambição e a-exploração.

Competências Trabalhadas do Perfil dos Alunos À Saída da Escolaridade Obrigatória ( Despacho 6478/2017): i) linguagens; ii) Informação e Comunicação; iii) Pensamento Crítico e Pensamento Criativo; VII) Desenvolvimento Pessoal e autonomia; ; ix ) Sensibilidade Artística.

Valores de Progresso Humano Trabalhados: positividade (PAZ); genialidade (Inovação) e Responsabilidade (Empreendedorismo).

Principia Humanitatis.ORG:  é extraordinário observar como as variações de cada rosto humano, trabalhadas pelas mãos de cada aluno, levam a interpretar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (17 ODS) como um reflexo do próprio, mas  também, como um reflexo do ego planetário  que se pretende, sobretudo  na moldurado progresso  das cidades urbanas,  de diálogo  entre o saber da origem da cultura humana presente em cada rosto-humano  e a arquitetura da diversidade de pensamento  presente na genialidade do traçar-rosto-mundo das novas gerações. 

Referências de Construção de Pensamento:
i) Learning 4PIE: Learning 4PEACE (positivity), 4INNOVATION (ingenuity) and 4ENTREPRENEURSHIP (responsibility);
ii) Trabalhos produzidos pelos alunos;
iii) Observação do processo de trabalho do aluno em aula no-antes, no-durante e no-após  execução do projeto;
iv)  HUMAN. Yann Arthus-Bertrand. 2015. 
v)Damásio, A. 2017. A estranha ordem das Coisas. Círculo de Leitores;
vi) Damásio, A. 2012 . Ao Encontro de Espinosa. Círculo de Leitores;
vii) Saramago, J. 1995; Memorial do Convento. Caminho;
viii) Mendes, AC. 2009. Peregrinos a Santiago de Compostela: uma etnografia do caminho português. Universidade Lisboa;
ix) Bastos, SAFC, 2012. Guião Interpretativo da Geologia do Caminho de Santiago, Universidade do Minho;
x) Perfil dos Alunos À Saída da Escolaridade Obrigatória, Despacho 6478/2017, 26 de julho.
xi) DL n°55/2018, de 6 de Julho.




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