Tuesday 26 April 2022

THE RENAISSANCE STUDENT E A IMPORTÂNCIA DA COSMOLOGIA DA DIVERSIDADE DA CULTURA HUMANA | BIGBANG THEORY TO BE

Projeto:  

“THE RENAISSANCE STUDENT”.


Objetivos:

Desenvolver no aluno o modelo  cosmológico de diversidade da cultura humana como registo autobiográfico da sua identidade e pessoalidade criativa de  renaissance student, solicitando-lhe que no momento   “login” (do programa #myavatar)   crie   o seu planeta  utilizando três poderes: i) o poder da PAZ – poder que  permite-me influenciar positivamente o meu mundo com a minha forma positiva de pensar e de agir; ii) o poder da INOVAÇÃO – poder que permite-me transformar o conhecimento do mundo com a genialidade das minhas ideias e  iii) o  poder do EMPREENDEDORISMO – poder que permite-me assumir responsabilidade pelos problemas do mundo e ter a iniciativa de criar soluções para os mesmos.


Efetivamente, ao criar o seu planeta (aka o-meu-mundo) o aluno desenvolve em si a importância da cultura de renaissance student, i.e.,  a cultura do desenvolvimento de competências várias,  desde as ciências, às línguas, ao desporto, à computação, à arte, à natureza e  à tecnologia porque aprendeu a reconhecer (no processo de criar o seu planeta) que  tudo está ligado, a tudo. 

Agostinho da Silva descreveu muito bem este conceito de variedade autobiográfica ao referir:  "O Português precisa de tomar consciência de que é vário. Porque se ele percorrer os seus grandes homens, todos eles se apresentam como uma variedade enorme. É o Camões, é o António Vieira, e é aquele que vem dar a chave mais cómoda das coisas e que se chamou Fernando Pessoa. O Fernando Pessoa ousou ser vários; e para pôr isso bem claro aos olhos dos portugueses é que ele usou vários nomes(...). Deste modo, o aluno ao criar o sentido vário do seu mundo desenvolve, por evidência indutiva  o sentimento do valor-diversidade e do valor-inclusão relativamente à diversidade que também sente e observa no mundo-dos-outros.

Desta forma, pretende-se desenvolver -  no aluno, a cultura de renaissance student: a cultura do aluno que    valoriza o sentido da diversidade na construção da sua autobiografia e assim constrói dentro de si um entendimento colaborativo, adaptativo e resiliente sobre a diversidade do mundo exterior,  contribuindo-se assim para alcançar uma visão transdisciplinar sobre a importância de alcançar as competências integradas no “Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória” (despacho nº6478/2017) nomeadamente quanto: i) Linguagens e Textos; ii) informação e comunicação; iii) Pensamento Crítico e Pensamento Criativo; iv) Raciocínio e Resolução de Problemas; v) Saber  Científico, Técnico e Tecnológico; vi) Relacionamento Interpessoal; vii) Desenvolvimento Pessoal e Autonomia; viii) Bem Estar, Saúde e Ambiente; ix) Sensibilidade Estética e Artística; x) Consciência e Domínio do Corpo.



Etapa
Operacionalização
Solicitar aos alunos para criarem  o Seu Planeta utilizando a narrativa da imagem
·       Estabelecer que cada aluno identifica o seu planeta  através da data do seu nascimento, respeitando a nomenclatura #planetaDDMMAAAA. Este simples exercício pretende demonstrar que o aluno tem, desde o dia do seu nascimento,  um papel ativo na construção da sua biografia, contribuindo-se para a valorização dos conhecimentos implícitos apreendidos ao longo de um percurso de aprendizagem pessoal  matizado pelas experiências familiares, pelas origens de cada um e pelas diferentes envolvências relacionais que se estabelece com os-outros. Um percurso de descoberta e redescoberta humana que não é mais do que a própria cadência da aprendizagem da diversidade da cultura  humana. Competências: vi+vii+viii
·      Solicitar a cada aluno para criar o seu planeta dentro da filosofia bordaliana que explora o conceito de aluno-artesão capaz de moldar mundo com as suas mãos e assim de assumir um papel ativo  na programação  do mundo e não um papel passivo de utilizador/subscritor-mundo. Competências: ii+iii+iv+v+vii+ix+x
·       Estabelecer que cada #planeta pertence a um Sistema Solar Pi, que é constituído por tantos #planetas quanto o número de alunos da respetiva turma, e que, por sua vez, o conjunto de todos os Sistemas Solares pertence a um Universo mais vasto – o Universo da Escola . A partir desta noção de “pertença planetária” pretende-se desenvolver no aluno um tropismo para   a colaboração, como forma de harmonizar tensões,  e um antitropismo para estados de  desarmonia destrutivos, na medida da constatação de que: “a harmonia do meu mundo contribui para a harmonia de todo o sistema  a que pertenço porque tudo está ligado entre si”.: ii+iii+iv+v+vii+ix+x
·       O conceito de “pertença planetária” pretende adicionalmente, construir a noção “de turma” como sistema integrado num sistema maior: “a-Escola” que, por sua vez, está integrada num sistema ainda maior: “a-comunidade” introduzindo a noção de   “Sistemas  Adaptativos Complexos” onde o entendimento de  - “complexidade da imprevisibilidade”- resulta da “riqueza da diversidade” e o entendimento de - “imprevisibilidade da adaptação”-  resulta de um estado emergente orientado para a consciência da  cooperação.
·       Estabelecer que todos os planetas obedecem à “Lei de Pi” que diz que: "não interessa o tamanho do meu planeta, mas a consistência com que uso  os atributos da Paz(positividade) , da Inovação (genialidade) e  do Empreendedorismo (responsabilidade)   na construção da minha estrutura tripartida de decisão e de ação". Explicar  aos alunos que o número “Pi” representa o número de vezes que o diâmetro de uma círculo cabe numa circunferência - aproximadamente  3 vezes. Deste modo, a razão Pi é um rácio constante e independente do tamanho da circunferência o que   orienta o aluno para a  tomada de consciência de que não precisa de ser nenhum super-herói, i.e.  não precisam de ser “o maior”,  para alcançarem os seus objetivos – mas precisa de “ser consistente” (dar sempre o melhor de si), na forma como aplica a sua positividade (PAZ), a sua genialidade (INOVAÇÃO) e a sua responsabilidade (EMPREENDEDORISMO) na construção da sua esfera de influência no mundo. Ao associar a Lei de Pi “ao jogo”, os alunos, à medida que vão progredindo na escala do conhecimento  da sua escolaridade, nunca se vão sentir defraudados pois vão poder confirmar, por si, a magia da número Pi em áreas tão diversas como a arquitetura, a computação, as ciências, a física, a química, a matemática, etc. Competências: i+ii+iii+iv+v+vi+vii+viii+x

Publicar os trabalhos @MyInstagram
·       Utilizar o espaço “internet” como palco onde os alunos assumem, por inteiro, a posição de protagonistas do conhecimento produzido, materializando os fundamentos do Decreto-Lei no. 55/2018, de 6 de Julho, nomeadamente: valorizar o papel dos alunos enquanto autores; proporcionar o diálogo entre famílias, escola e comunidade e trabalho em rede. Competências: ii+iii+v+vi+vii+ix
·       Transformar o portefólio produzido, pelos alunos, num órgão vivo e dinâmico que elimina o gap-tempo da metamorfose da aprendizagem, colocando-a na dimensão da possibilidade imediata do concretizar.  Competências: ii+iii+v+vi+vii+ix.
·       Fazer uso  do social media “Instagram” como recurso pedagógico que estimula a dinâmica do processo de trabalho em rede  entre Escola, Famílias e Comunidade dentro do conceito de  processo de formação a viver na escola, provocando o diálogo e a comunicação  com o património de-saberes e de saber-fazer desenvolvido pelos alunos, unindo "o global e o local, o universal e o singular, a tradição e a modernidade, o curto e o longo prazos, a concorrência e a igual consideração e respeito por todos, a rotina e o progresso, as ideias e a realidade na  recusa de receitas ou da rigidez e num apelo a pensar e a criar um destino comum humanamente emancipador". (Guilherme Martins, em Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade   Obrigatória).

Partilhar o conhecimento produzido pelos alunos com EE, Professores, Empresas e Instâncias Governamentais.
·       Utilizar o  conhecimento produzido pelos alunos, como ferramenta de transformação da cultura humana instituída.
·       Posicionar “o aluno” como   “Aluno-Mundo” = “The Renaissance Student”:  como agente ativo capaz de construir e transformar o mundo, em melhor-mundo na medida de que aprendeu a observar o mundo  e a realizar que  no mundo TUDO está interligado a-TUDO .


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